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Brasília — Um relatório elaborado pela Polícia Federal (PF) trouxe novos elementos sobre as conexões políticas e financeiras envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. De acordo com os documentos investigativos, o parlamentar figurava como "usuário master" de uma conta bancária vinculada à Alcazar Holdings, uma empresa offshore que detinha participação societária em uma aeronave executiva ligada ao empresário Daniel Vorcaro.
A apuração policial, que integra frentes de análise sobre o uso de jatinhos particulares e fluxos financeiros, busca esclarecer se a relação do senador com a estrutura corporativa se limitava a deslocamentos de caráter pessoal — na condição de passageiro convidado — ou se havia um envolvimento econômico direto, configurando uma suposta sociedade oculta.
A rota da aeronave e o elo societário
O foco da investigação recai sobre um jato modelo Embraer Legacy 650. Conforme os dados levantados pelos investigadores, a aeronave pertencia à empresa Fraction 024, na qual a Alcazar Holdings detinha um terço das cotas (33,33%). Entre os demais cotistas da aeronave à época estavam a empresa Prime You — da qual Daniel Vorcaro foi sócio — e o empresário Laerte Cosentino, dono da Totvs.
Os registros bancários e as mensagens analisadas pela PF indicam que o perfil associado a Flávio Bolsonaro manteve-se vinculado à estrutura da conta até maio de 2025. A documentação também mapeia viagens internacionais realizadas pelo senador e por seus familiares.
Defesa nega irregularidades
Em manifestações públicas e notas oficiais, a defesa de Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz — também citado nas investigações — repudiaram veementemente as acusações. Os citados negam qualquer divisão de conta bancária, sociedade oculta ou vínculo financeiro com Vorcaro.
A defesa do senador argumentou que os registros apresentados comprovam justamente o caráter indevido da vinculação cadastral, apontando que houve posterior solicitação de desativação junto à instituição financeira. Além disso, os representantes jurídicos classificaram a exposição de dados sigilosos e o vazamento das informações como uma tentativa de interferir no cenário político e eleitoral em curso.
O caso segue sob análise da Polícia Federal, que aprofunda a verificação dos rastros digitais e documentais para determinar a extensão das responsabilidades e a natureza real dos arranjos corporativos investigados.
Com informações: Revista Forum
Portal Jamanxim
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