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Domingo, 17 de Maio de 2026

Economia

Os caminhos para a sustentabilidade do garimpo de ouro na Amazônia

A pesquisa do Doutor Carlos Henrique aborda a mineração sustentável e a valorização das comunidades que vivem do garimpo

Newto Santos
Por Newto Santos
Os caminhos para a sustentabilidade do garimpo de ouro na Amazônia
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A exploração do ouro, minério com grande demanda no Brasil, pode ser feita de maneira sustentável, por meio de transformações que começam desde a atividade garimpeira. É o que explica Carlos Henrique Xavier Araújo, doutor em Ciências do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mineral do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo e engenheiro de Minas pela Escola Politécnica da USP, a partir de sua tese de doutorado Análise dos desafios sociais e técnicos para transformações voltadas à sustentabilidade no garimpo de ouro na Amazônia Brasileira.

Por dentro da pesquisa

A principal motivação da pesquisa é buscar respostas e oportunidades de transformação, mudando a imagem que se tem da atividade garimpeira: “O garimpo de ouro não deve ser tratado apenas como um problema, porque envolve milhares de pessoas que dependem dessa atividade e é feita de forma legal diante dos órgãos competentes, com licenças ambientais”, explica Araújo.

A pesquisa de campo explorou dois lugares: o primeiro foi a região de Lourenço, em Calçoene, no Amapá, que é centenária na extração de ouro, tem uma cooperativa de garimpeiros, e que aborda a importância do cooperativismo nessa região, e a segunda rota foi de Sinop, no Mato Grosso, até Santarém, no Pará, onde se observou a relação da estrada e do garimpo de ouro.

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Entender a situação dos pequenos garimpeiros visa a encontrar soluções para o futuro, não só para o presente. “Não é apenas ter o direito minerário para trabalhar legalmente, mas também enfatizar a melhora das condições de trabalho das pessoas e também uma capacitação contínua, porque o cooperativismo pode ser esse vetor de transformação”, diz Araújo.

Carlos Henrique Xavier Araújo – Foto: Reprodução/LinkedIn

Ele também enfatiza os custos e esforços que precisam ser feitos para que uma inovação aconteça: “A gente tem que pensar que, para fazer esse processo de transformação, tem um custo. Alguém tem que pagar a conta, então a gente tem que gerenciar essa implementação de mudanças, ter o apoio de análise de dados, entender mais sobre a caracterização desse minério. Qual é o teor? Qual é essa informação para conseguir repassar isso para os trabalhadores, para os donos dos garimpos, os representantes das cooperativas e a gente conseguir pensar num planejamento estratégico para implementar essa mudança?”. 

Além das cooperativas, diferentes atores podem participar desse processo, como o governo e ONGs que seguem a legislação mineral. “O bem mineral é da União. Se o bem mineral é da União, o governo pode trabalhar com fiscalização contínua, o governo pode apoiar a capacitação de cooperativas, a capacitação de melhorar as condições de vida das pessoas que estão na atividade da pequena mineração.” E as ONGs, fazendo seu papel de fiscalização da biodiversidade na Amazônia, têm como papel o diálogo: Ouvir todas as áreas sobre como a gente pode melhorar a preservação ambiental da nossa Amazônia”, complementa.

Carlos Henrique também desempenha a função de coordenador das atividades de campo e planejamento logístico do projeto PAN “Plano de Ação Nacional para Extração de Ouro Sem Mercúrio”, financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), com apoio da United Nations Environment Programme (UNEP), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), do Ministério de Minas e Energia (MME), da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) e sob orientação técnica do NAP.Mineração/USP.

O projeto pode acessar através desse link. https://ourosemmercurio.com.br/

Créditos: Jornal da USP

FONTE/CRÉDITOS: Portal Jamanxim
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