Um grave acidente de trânsito resultou na morte de um motorista na tarde de domingo (1º) na BR-163, nas proximidades do km 432, próximo ao distrito de Moraes de Almeida, no município de Itaituba, sudoeste do Pará. A colisão envolveu uma carreta e um caminhão baú e reacendeu o alerta sobre a perigosidade do trecho, conhecido pelo intenso fluxo de veículos pesados.
Segundo informações apuradas no local, o caminhão baú era conduzido por Fábio Henrique de Pádua, que sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local do impacto. Já o motorista da carreta, identificado como Samuel Ricardo Garbin, e sua esposa conseguiram escapar antes que o veículo fosse tomado pelas chamas, após um incêndio iniciado logo depois da batida.
Equipes da Polícia Civil e da perícia técnica foram acionadas para atender a ocorrência e investigar as causas do acidente, que ainda não haviam sido oficialmente esclarecidas até o fechamento desta matéria. O trânsito na rodovia ficou lento durante o atendimento e remoção dos veículos.
Rodovia é estratégica e perigosa
A BR-163 é um dos principais corredores logísticos do país, utilizada intensamente para o transporte de grãos e mercadorias entre o Centro-Oeste e os portos do Norte. O alto volume de carretas, aliado a longas distâncias, condições climáticas adversas e trechos com infraestrutura limitada, contribui para a ocorrência frequente de acidentes graves.
No trecho entre Itaituba e Moraes de Almeida, motoristas relatam riscos constantes, especialmente durante períodos de chuva, quando a visibilidade diminui e a pista pode apresentar buracos, lama nas margens e pontos escorregadios.
Histórico de acidentes com mortes na região
A colisão que vitimou Fábio Henrique de Pádua soma-se a uma série de tragédias já registradas na BR-163 no sudoeste do Pará. Em março de 2025, por exemplo, outro motorista morreu após uma colisão envolvendo veículos de carga no mesmo eixo rodoviário, evidenciando a recorrência de ocorrências fatais no trecho.
Relatos de autoridades e moradores indicam que os acidentes costumam envolver principalmente caminhões e carretas, devido ao intenso tráfego de cargas pesadas. Ultrapassagens perigosas, fadiga dos motoristas e falhas mecânicas também figuram entre as causas mais apontadas em investigações.
Especialistas em segurança viária alertam que rodovias com grande circulação de veículos longos e pesados tendem a registrar impactos mais severos, com maior probabilidade de incêndios, esmagamento de cabines e mortes no local.
Apelo por mais segurança
Diante da frequência de acidentes, cresce a cobrança por melhorias estruturais e maior fiscalização no trecho, incluindo manutenção da pista, sinalização reforçada e pontos de apoio para descanso de caminhoneiros.
Enquanto as causas do acidente deste domingo seguem sob investigação, a tragédia reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos condutores que trafegam pela BR-163 — uma rodovia vital para a economia nacional, mas também marcada por episódios recorrentes de perdas humanas.
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