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Domingo, 19 de Abril de 2026

Saúde

Cidade do PA distribui 1,5 tonelada de peixes em meio à baixa na venda após casos suspeitos de 'doença da urina preta'

Pará não possui nenhum caso confirmado da síndrome de Haff, mas investiga sete casos suspeitos.

Janaina Filadelpho
Por Janaina Filadelpho
Cidade do PA distribui 1,5 tonelada de peixes em meio à baixa na venda após casos suspeitos de 'doença da urina preta'
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Uma tonelada e meia de peixe foi distribuída neste domingo (19), em Paragominas, sudeste do estado. O mercado de piscicultura enfrenta crise com a baixa de vendas diante da incidência de casos da síndrome de Haff, a chamada "doença da urina preta". A ação buscou refutar o receio da população sobre o consumo de pescado. O Pará não possui nenhum caso confirmado, mas a Secretaria de Saúde investiga sete casos suspeitos.

Com o receio de contaminação, consumidores evitam comprar pescado, o que tem desencadeado protestos de pesqueiros, que reclamam de crise financeira com a queda das vendas. Paragominas, que é líder na piscicultura no Pará com 40% da produção de peixe em cativeiro no estado, também tem sentido o impacto. “O comércio do peixe começou a viver uma crise sem precedentes, muito mais pela desinformação e pelas chamadas 'fake news' que abastecem atualmente as redes sociais”, critica o presidente da Associação dos Piscicultores de Paragominas, Maurício Brandão. “Vale lembrar que todos os critérios de segurança alimentar são monitorados na criação desse pescado e nunca foi encontrado esse tipo de contaminação em cativeiro”, completa.

"Todo o peixe consumido por meio da piscicultura é livre dessa contaminação e que a vigilância sanitária do município está atenta à maneira que o peixe é oferecido em mercados e feiras da cidade". A Prefeitura apoia essa ação e incentiva o consumo saudável de pescado", afirma o secretário de Saúde de Paragominas, Marinaldo Ferreira.

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Marcos Braso, engenheiro de Pesca, doutor em Ciência Animal, professor da Universidade Federal do Pará, explica que peixes criados em açudes são seguros para consumo. "Neste ambiente, há controle da entrada e da saída de água, da qualidade da água de uso e da alimentação, fatores que nos permitem afirmar que este pescado é seguro para consumo. Não há registro de casos de doença da urina preta no Brasil ligados a peixes advindos de cativeiro", reforça o cientista, presidente da Associação dos Engenheiros de Pesca dos Estados do Pará e Amapá (AEP-PA/AP).

A iniciativa da Associação dos Piscicultores e Peixeiros distribuiu 1.500 quilos de peixe assado na brasa à população, com direito à farofa, no estacionamento do Lago Verde. João Rodrigues foi um dos moradores de Paragominas que passaram para comer o banquete. Ele declarou que o peixe, além de gostoso, é saudável, e que "não existe coisa melhor do que peixe para se alimentar". Já o piscicultor Diego Silva, da fazenda Juparanã Fish, declarou que o evento é de suma importância para chamar a atenção da população quanto à qualidade do pescado da piscicultura de Paragominas.

FONTE/CRÉDITOS: G1
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Janaina Filadelpho

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