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UM ANO SEM A DONA DULCINÉA

Ainda criança, aos nove anos, foi escolhida pelas autoridades locais

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Ainda criança, aos nove anos, foi escolhida pelas autoridades locais, para dar as boas vindas ao Governador do Pará, Magalhães Barata. Como professora noviça, destinava os proventos à sua querida mãe, Maria Paiva. Ainda jovem, casou com o "Raimundo Nonato dos Santos", que logo depois, pegou um apelido que virou sua "identidade": Truth. Trabalhou paripasso com ele, subindo os degraus da vida. Extremamente simples, dedicada, determinada e quando precisasse, sofisticada. Ia aos garimpos, fazer cobrança, quando o esposo estava em Londrina-PR, negociando revisão ou compra de aviões. E alcançava o triunfo, trazendo o "metal nobre", para solucionar os projetos. Antes e durante a sua casa de recepções EMOÇÕES, produziu mais de trezentas grandes festas para a sociedade itaitubense. Isso mesmo. Mais de trezentas. Não é erro de digitação. Quem viu, viu. Ainda têm muitas testemunhas oculares. Festas familiares e grandes shows, com destaque para Marco Monteiro, Nilson Chaves, Diane Freire, Banda Beatles Forever e o gigante Cauby Peixoto. Em espetáculos em grandes cidades, como Belém, Fortaleza, Foz do Iguaçú, Rio e São Paulo, fez o chamado "aplauso diferente" a Alcione, Beth Carvalho, João Nogueira e Cauby Peixoto. O próprio Cauby, certa vez, com a voz eloquente, me disse: "Oh, Luiz Henrique, a sua mãe é tão vibrante, que eu sei quando ela está no show, pelo som do aplauso. É diferente de todos".
Nos últimos anos, ela estava extremamente afetada por aromas. Não suportava a maioria de perfumes, alimentos, combustível e a "fumacinha" das missas comemorativas. Pois o neto dela, meu filho, o Lucas, também que se despediu fisicamente em fevereiro deste ano, foi a uma perfumaria e trouxe cinco produtos, para ela escolher qual que não lhe trazia desconforto. Ela definiu e se encantou com tamanha gentileza. Que grandeza!
"Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você
E as minhas emoções sentindo
São tantas já vividas
São momentos que eu não esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu não contei aqui
Amigos eu ganhei
Saudades eu senti, PARTINDO
E às vezes eu deixei
Você me ver chorar, SORRINDO"
Num piscar de olhos, 23 de julho de 2.020. Um ano de saudades da minha mãe, a exuberante DULCINÉA MACÊDO. Que esteja ao lado do pai, querida matriarca!

 

Fonte

Luiz Henrique Macêdo
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UM ANO SEM A DONA DULCINÉA

Luiz Henrique Macêdo

Ainda criança, aos nove anos, foi escolhida pelas autoridades locais, para dar as boas vindas ao Governador do Pará, Magalhães Barata. Como professora noviça, destinava os proventos à sua querida mãe, Maria Paiva. Ainda jovem, casou com o "Raimundo Nonato dos Santos", que logo depois, pegou um apelido que virou sua "identidade": Truth. Trabalhou paripasso com ele, subindo os degraus da vida. Extremamente simples, dedicada, determinada e quando precisasse, sofisticada. Ia aos garimpos, fazer cobrança, quando o esposo estava em Londrina-PR, negociando revisão ou compra de aviões. E alcançava o triunfo, trazendo o "metal nobre", para solucionar os projetos. Antes e durante a sua casa de recepções EMOÇÕES, produziu mais de trezentas grandes festas para a sociedade itaitubense. Isso mesmo. Mais de trezentas. Não é erro de digitação. Quem viu, viu. Ainda têm muitas testemunhas oculares. Festas familiares e grandes shows, com destaque para Marco Monteiro, Nilson Chaves, Diane Freire, Banda Beatles Forever e o gigante Cauby Peixoto. Em espetáculos em grandes cidades, como Belém, Fortaleza, Foz do Iguaçú, Rio e São Paulo, fez o chamado "aplauso diferente" a Alcione, Beth Carvalho, João Nogueira e Cauby Peixoto. O próprio Cauby, certa vez, com a voz eloquente, me disse: "Oh, Luiz Henrique, a sua mãe é tão vibrante, que eu sei quando ela está no show, pelo som do aplauso. É diferente de todos".
Nos últimos anos, ela estava extremamente afetada por aromas. Não suportava a maioria de perfumes, alimentos, combustível e a "fumacinha" das missas comemorativas. Pois o neto dela, meu filho, o Lucas, também que se despediu fisicamente em fevereiro deste ano, foi a uma perfumaria e trouxe cinco produtos, para ela escolher qual que não lhe trazia desconforto. Ela definiu e se encantou com tamanha gentileza. Que grandeza!
"Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você
E as minhas emoções sentindo
São tantas já vividas
São momentos que eu não esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu não contei aqui
Amigos eu ganhei
Saudades eu senti, PARTINDO
E às vezes eu deixei
Você me ver chorar, SORRINDO"
Num piscar de olhos, 23 de julho de 2.020. Um ano de saudades da minha mãe, a exuberante DULCINÉA MACÊDO. Que esteja ao lado do pai, querida matriarca!

 

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