Os protestos contra a nova reeleição de Nicolás Maduro realizados na segunda-feira (29) deixaram pelo menos uma pessoa morta, segundo a ONG Foro Penal. O número de óbitos, no entanto, diverge. Diferentes veículos de imprensa citam outras possíveis vítimas fatais a serem confirmadas.
A organização Foro Penal, especializada na defesa de presos políticos, afirmou que dezenas de pessoas foram detidas. Os atos foram convocados pela oposição, que alega que o resultado do pleito presidencial de domingo (28) foi fraudado. Novas manifestações estão previstas para esta terça (30).
46 é a quantidade estimada de pessoas detidas nos protestos contra o governo Maduro na segunda-feira (29), segundo a ONG Foro Penal
Conforme explicou o jornal Folha de S.Paulo, além da morte informada pela Foro Penal, há ainda relatos da organização Pesquisa Nacional de Hospitais, que aponta para outros três óbitos. As vítimas seriam das cidades de Yaracuy, Aragua e da capital Caracas. Não há informações complementares.
O jornal espanhol El País fala em duas mortes e que há pelo menos 25 estudantes desaparecidos desde a segunda-feira (29). Eles teriam participado de um ato em frente à Universidad Nacional Experimental de Seguridad, em Caracas. O governo Maduro não se manifestou sobre os casos.
Nesta terça-feira (30), o político de oposição Freddy Superlano foi detido, segundo informou o partido Vontade Popular, do qual ele faz parte. Como mostrou o jornal O Globo, o VP diz que Superlano foi sequestrado por autoridades venezuelanas. Imagens do momento da abordagem mostram o político sendo levado por agentes da Inteligência Bolivariana.
Os questionamentos sobre o resultado do pleito que deu um terceiro mandato à Maduro acontecem desde a madrugada da segunda-feira (29), quando o Conselho Nacional Eleitoral afirmou que o atual presidente recebeu 55% dos votos, ante 44% do opositor Edmundo González.
A campanha de González disse que o candidato da oposição venceu e pediu a divulgação de atas da votação para a verificação dos dados, o que não foi feito até então. Vários governos se manifestaram pedindo transparência, inclusive o Brasil. Como contou o Nexo em Expresso, o regime Maduro expulsou embaixadores de sete países latino-americanos que fizeram questionamentos mais contundentes à eleição.
A OEA (Organização dos Estados Americanos) afirmou nesta terça-feira (30) não reconhecer o resultado do pleito presidencial, como mostrou o site G1. Em relatório, o órgão afirma que há relatos de “ilegalidades, vícios e más práticas” na apuração dos votos.
Fonte: NexosJornal
Comentários: