Itaituba/PA – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (09/09), a Operação Gold Rush, para investigar organização criminosa voltada para a prática de extração ilegal de ouro no estado do Pará.
Cerca de 30 policiais federais cumprem mandado de busca e apreensão em uma mineradora no distrito de Água Branca, município de Itaituba/PA, com o objetivo de identificar o local da extração mineral e coletar amostras de ouro para o Banco Nacional de Perfis Auríferos, projeto integrante do Programa Ouro Alvo*. As medidas foram determinadas pelos Juízos da 1ª e 2ª Vara Federal de Jundiaí/SP. Durante o cumprimento do mandado, uma pessoa foi presa em flagrante por posse de arma de fogo com numeração raspada.
As investigações tiveram início após apreensões de cargas de ouro em aeroportos no estado de São Paulo, em agosto deste ano. Com a utilização de imagens de satélite do projeto Brasil M.A.I.S ficou caracterizado o emprego indevido de Guia de Utilização, concessão que deveria ser utilizada de forma episódica e limitada durante a fase de pesquisa mineral, mas que foi empregada para dar roupagem de legalidade em transações ilícitas com um grande volume de ouro de origem espúria.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de usurpação de patrimônio da União, falsidade ideológica, grilagem de terras públicas, organização criminosa e diversos outros crimes contra a flora tipificados na Lei 9.605/1998.
No mesmo dia, houve outra operação, Bezerro de Ouro III, para reprimir o garimpo ilegal de ouro no interior da Terra Indígena Munduruku, em Itaituba, sudoeste do Pará. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão expedidos pela Justiça Federal, além da apreensão de aparelhos celulares, bloqueio e sequestro de bens.
O inquérito policial, que deu origem às medidas cautelares cumpridas nesta quinta (9), investiga o crime de usurpação mineral, que prevê pena um a cinco anos de prisão e multa. A Polícia Federal esclarece que a legislação brasileira não permite a obtenção de lavras garimpeiras dentro de áreas demarcadas como Terra Indígena. Assim, os garimpos dentro dessas áreas, como os alvos dessa operação, são considerados ilegais.
Operação Bezerro de Ouro: A primeira fase da operação foi deflagrada em agosto de 2020 com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e sequestro de bens. Logo depois, foi deflagrada a segunda fase, em setembro do mesmo ano, em ação conjunta da Polícia Federal com a Força Aérea Brasileira, Exército e IBAMA, com a incursão dentro da Terra Indígena Munduruku para a desativação de garimpos ilegalmente instalados.
FONTE/CRÉDITOS: Comunicação Social da PF / G1
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