Sabia que alguns cheiros do corpo podem ser sinal de que você pode estar com algum problema de saúde e precisa de ajuda médica? Pois é, não estamos falando daqueles odores característicos considerados normais, mas daqueles que ascendem um alerta de que algo pode não estar bem.
Pênis
O pênis produz uma secreção esbranquiçada gordurosa que se chama esmegma. Se a higiene demorar para ser feita, o cheiro pode se acentuar e ficar desagradável se a pessoa urinou muitas vezes, se o dia estiver quente, se teve relação sexual, se há muita pele recobrindo a cabeça do pênis, etc. É só lavar que passa.
No entanto, há várias infecções por bactérias e fungos que podem alterar o cheiro do pênis e vir acompanhadas de outros sinais como vermelhidão, coceira, ardência, pus, etc. A presença de um tumor maligno no pênis ou de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) também podem ser malcheirosas. Nesses casos, a recomendação é procurar um urologista.
Vagina
A vagina tem um odor característico suave produzido pela flora bacteriana habitual e secreção fisiológica resultante da renovação celular e que pode se modificar ao longo do ciclo pela variação hormonal. Porém, se a vagina apresentar um odor tipo peixe podre, você pode estar diante de um quadro de vaginose bacteriana causado pela gardnerella vaginalis. Esse cheiro vem acompanhado de corrimento amarelado ou acinzentado, e a mulher ainda pode sentir ardor ao urinar e intensificação do cheiro após o sexo.
Tanto a relação sexual quanto a menstruação podem promover um odor vaginal muito ruim. O esperma e a menstruação costumam alterar a flora da vagina, pois modificam o pH ácido vaginal. Esse desequilíbrio causa a proliferação de bactérias anaeróbias, em especial a gardnerella. Mesmo higienizando a vagina com frequência, o odor permanece, pois é necessário eliminar a bactéria. Toda vez que a mulher perceber um odor diferente do habitual e com secreção vaginal acentuada deve procurar o ginecologista.
Urina
O odor da urina é característico, causado pela presença da ureia. Cheiros fortes, quando acompanhados de dificuldade ou ardência para urinar e mudança na cor, devem ser sinais de alerta. A mudança no cheiro também pode ser apenas porque se ingeriu determinados alimentos ou substâncias. Café, aspargos, alho, carne em excesso, certos temperos e vitaminas, por exemplo, podem alterar o aspecto e o cheiro do xixi.
O odor diferente da urina, como a amônia, pode indicar um quadro de infecção urinária. Jjá uma urina com cheiro adocicado pode estar relacionada ao diabetes.
Fezes
O odor das fezes é fruto da ação de bactérias em produtos alimentares. Uma gastroenterocolite, que é uma infecção intestinal, pode gerar fezes muito malcheirosas. Pessoas com pancreatite crônica também podem ter fezes com odor ruim.
Em termos de doença, o mais importante é a cor e não o cheiro das fezes. Fezes muito claras ou brancas podem levantar hipótese de algum entupimento das vias biliares. Fezes pretas e malcheirosas podem ser sinal de um sangramento digestivo proveniente do estômago ou excepcionalmente de um problema na parte final do intestino no tubo digestivo, como o cólon direito.
Umbigo
O umbigo é uma região de intensa colonização de bactérias e fungos, podendo gerar um odor fétido. Se acompanhado de sintomas como dor, rubor, calor e drenagem de secreção pode caracterizar um quadro de infecção e a pessoa deve procurar um dermatologista.
Axilas e virilhas
O suor, produzido e eliminado pelas nossas glândulas sudoríparas, não tem cheiro. O famoso "cecê" e o odor nas virilhas, na maioria das vezes, é causado pela proliferação excessiva de bactérias e fungos na região.
Se a pessoa sofre de hiper-hidrose (suor excessivo), é recomendado procurar um dermatologista para o tratamento adequado. Alguns casos podem precisar de limpeza com sabonetes antissépticos, antibióticos ou antifúngicos. Nos casos de hiper-hidrose axilar (suor excessivo nas axilas), o tratamento com toxina botulínica (o "botox") apresenta bons resultados.
Mal hálito
A maioria das halitoses acontece por doenças da boca e dos dentes, podendo ser infecciosas, como uma amigdalite. Há situações em que as causas não são da boca, como no caso do diabetes descompensado.
Vale ressaltar que o hálito matinal, que todo mundo tem, é normal, mas, se ficar mais forte e duradouro ou não se resolver com a higiene bucal habitual, deve ficar em alerta e procurar um médico.
Pés
A bromidrose plantar, o famoso chulé, possui, na maioria dos casos, a mesma causa que a bromidrose axilar e inguinal: a proliferação excessiva de bactérias e/ou fungos na região. A sudorese excessiva nos pés favorece o acúmulo de bactérias causadoras do mau cheiro e o surgimento de micoses.
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