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Uma mulher de 34 anos morreu na tarde de quarta-feira (21 de outubro de 2026), após ser brutalmente agredida pelo próprio companheiro, no município de Uruará, no sudoeste do Pará. A vítima, identificada como Valdete Farias da Gama, estava internada no Hospital Municipal da cidade desde domingo (18), quando sofreu as agressões em uma residência localizada no travessão do quilômetro 165, na zona rural do município.
O suspeito, identificado como Mateus Brito de Araújo, de 29 anos, foi preso pela Polícia Civil na segunda-feira (19). Após a morte da mulher, o caso passou a ser tratado como feminicídio consumado. O investigado teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça e foi transferido para uma unidade prisional em Vitória do Xingu.
Vítima sofreu ferimentos graves
De acordo com informações divulgadas pela imprensa regional, a Polícia Civil tomou conhecimento da ocorrência na noite de domingo e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para prestar socorro à vítima.
Quando os policiais chegaram ao endereço indicado, o suspeito já havia deixado o local. Valdete havia sido levada por familiares para um estabelecimento nas proximidades, onde recebeu os primeiros atendimentos dos socorristas. Em seguida, foi encaminhada ao Hospital Municipal de Uruará, apresentando ferimentos graves, principalmente na região da cabeça.
Na manhã de segunda-feira (19), os policiais receberam informações de que o suspeito havia retornado à localidade e pretendia se entregar. Uma equipe da Delegacia de Polícia Civil foi até o endereço e efetuou a prisão.
Segundo os relatos divulgados, o homem também apresentava hematomas no rosto, nos braços e nas pernas, atribuídos a agressões sofridas por populares antes de sua prisão. Após receber atendimento médico, ele foi apresentado às autoridades policiais para os procedimentos legais.
Mulher aguardava transferência para hospital em Altamira
Durante o período de internação, Valdete aguardava a liberação de um leito para transferência ao Hospital Regional Público da Transamazônica, em Altamira, onde poderia receber atendimento especializado.
Apesar dos cuidados médicos, a mulher permaneceu internada por três dias e não resistiu à gravidade das lesões, tendo a morte confirmada na quarta-feira (21).
Valdete era ribeirinha e tinha familiares em Santarém, no oeste do Pará. Após a confirmação do óbito, o corpo seria encaminhado para a cidade, onde a família poderia realizar os procedimentos de despedida e sepultamento.
A morte da vítima causou repercussão na região e trouxe novamente à tona a gravidade da violência doméstica e de suas consequências, especialmente nos casos em que as agressões provocam lesões fatais.
Suspeito responde por feminicídio
Com a morte de Valdete, a investigação, que inicialmente apurava uma tentativa de feminicídio, passou a considerar o crime consumado. A Justiça converteu a prisão em flagrante do suspeito em prisão preventiva após audiência de custódia.
O investigado foi transferido para uma unidade prisional em Vitória do Xingu, onde permanece à disposição da Justiça. A investigação deverá reunir provas e esclarecer as circunstâncias do crime, enquanto a responsabilização criminal dependerá do andamento do processo e da decisão judicial.
A legislação brasileira prevê pena de 20 a 40 anos de reclusão para o crime de feminicídio, conforme o artigo 121-A do Código Penal, incluído pela Lei nº 14.994/2024. A pena aplicável ao caso dependerá da análise das provas e das circunstâncias reconhecidas pela Justiça.
Como denunciar a violência contra a mulher
Casos de violência doméstica exigem atenção e intervenção das autoridades. A denúncia pode ser fundamental para interromper situações de agressão e prevenir consequências mais graves.
No Brasil, mulheres vítimas de violência ou pessoas que tenham conhecimento de situações desse tipo podem buscar ajuda pelos seguintes canais:
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190 — Polícia Militar: para situações de emergência ou risco imediato.
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180 — Central de Atendimento à Mulher: recebe denúncias, oferece orientações e informa sobre serviços de atendimento e proteção.
O caso de Uruará reforça a importância de ampliar a rede de proteção às mulheres, garantir atendimento adequado às vítimas e investigar com rigor episódios de violência doméstica.
Com informações: Jornal O Impacto e A Voz do Xingu
Portal Jamanxim
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