Na manhã deste sábado 2 de abril foi reservada para o Dia Mundial de Conscientização do Autismo em Itaituba Pará. A ideia é sensibilizar a sociedade sobre o tema e combater o preconceito contra essas pessoas, que não possuem uma doença e, sim, um transtorno do neurodesenvolvimento que prejudica a comunicação verbal e não verbal do paciente.
Um grupo de pessoas, pais e filhos a "FAMÍLIA AZUL", organizaram a tradicional caminhada denominada "IV Caminhada de Conscientização no Dia do Autismo", que aconteceu pelas vias Av. Getúlio Vargas e Rua Dr. Hugo de Mendonça. Onde foram bem recebidos, na ocasião foi entregue panfletos de orientação a população.

Ainda há muito preconceito em relação ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). E tanto os pais de crianças autistas quanto os profissionais especializados no tema são taxativos: quanto mais a sociedade souber sobre o assunto, mais o paciente terá conforto em meio à sociedade, um maior desenvolvimento e uma melhor integração.

“Quanto mais a gente falar sobre isso, mais conhecido vai ser e deixa de ser um tabu para muitas pessoas. Hoje, infelizmente, para os dois lados, tanto para os pais que têm crianças com autismo, muitas vezes não aceitam e acabam muitas vezes escondendo, porque o filho dá trabalho, não sai de casa. E da mesma forma para a sociedade entender que isso está cada vez mais normal, cada vez mais comum. Quanto menos preconceito, quanto mais se falar disso, mais fácil para as crianças evoluírem”, destaca Tainá.
Como o TEA não é identificado por exames, muitas vezes o diagnóstico é complicado e demorado, necessitando uma equipe multidisciplinar para confirmar o transtorno, como neurologistas, psiquiatras, psicólogos e fonoaudiólogos. Os pais que perceberem sinais característicos dessa condição devem procurar atendimento.
No diagnóstico é detectado se o paciente possui características que envolvam prejuízos na interação social, na linguagem ou comunicação, e se há padrões repetitivos de comportamento. A orientação é para que os pais, professores e responsáveis procurem auxílio médico quando há os seguintes sinais:
- Pouco contato visual
- Não interagir com outras pessoas
- Bebês não imitam comportamento adulto.
- Não atender quando chamado pelo nome
- Falta de interesse em brincadeiras coletivas
- Atraso na fala
- Ausência de gestos para se comunicar (como apontar)
- Não brinca de faz de conta
- Movimentos estereotipados e incomuns.


“A criança autista muitas vezes tem uma dificuldade sensorial. Ela se incomoda excessivamente com barulho, ela não tolera muito o toque, seleciona os alimentos com base no cheiro, com base na textura, e isso acaba dificultando ainda mais a interação. No caso de a criança apresentar esses sinais, vale a pena conversar com um pediatra, buscar uma avaliação para que a gente possa avaliar se isso está causando algum transtorno do espectro autista”, explica a especialista.

Não há medicação para o TEA, mas há casos em que são necessárias medicações para controlar quadros associados ao autismo, como insônia, hiperatividade, impulsividade, irritabilidade, atitudes agressivas, falta de atenção, ansiedade, depressão, sintomas obsessivos, raiva e comportamentos repetitivos.
Veja na integra o panfleto de conscientização do movimento FAMÍLIA AZUL.
O que é o autismo?
O autismo é um termo usado para descrever um espectro de desordens que são caracterizadas por alterações na comunicação, socialização e comportamento. Transtornos do Espectro Autista (TEA) é um conjunto de distúrbios do desenvolvimento que normalmente surge nos primeiros três anos de vida da criança.
O que causa o autismo?
O TEA atinge a comunicação, a interação social, a imaginação e o comportamento. Não é algo que a criança pode contrair e não é causado pelos pais. É uma condição que prossegue até a adolescência e vida adulta e não possui identificação clara. Há vários estudos e pesquisas sendo feitas, no mundo todo, buscando descobrir as causas.
Qual o diagnóstico e tratamento?
O diagnóstico do autismo é clínico, podendo ser realizado através de exames complementares para descartar comorbidades. O tratamento do autismo é multidisciplinar, incluindo médico especializado e terapias específicas de acordo com as necessidades de cada indivíduo, além do apoio à família e suporte à escola.
Quantos autistas têm no mundo?
No mundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que tenhamos 70 milhões de pessoas com autismo. No Brasil, a estimativa é de 2 milhões de autistas.
Então é mais comum do que se pensa?
Sim, o autismo é mais comum em crianças, por exemplo, do que se somarmos os casos infantis de câncer, diabetes e AIDS, juntos! Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, que Institui a Política Nacional de Proteção dos direitos da Pessoa com Transtorno de Espectro Autista. A Lei 13.146/2015 assegura que alunos com autismo, ou outro transtorno que exija tratamento especial, tenham acesso à escola.
Por que a cor azul é utilizada para representar o Autismo?
A cor azul é a cor da saúde, e foi escolhida pela Autism Speaks, nos EUA, que foi a instituição que propôs o Dia Mundial do Autismo à ONU, por ser a cor dos meninos, para dar o recado de que o autismo tem a incidência 5 vezes mais comum em meninos do que em meninas.
APOIO : CORPO DE BOMBEIRO, CONTRIM; DETRAN,SEMED,SECRETARIA DE SAÚDE. PARTICIPAÇÃO APAE EDUCADORES, (PROFESSORES MODALIDADE DE ENSINO “EDUCAÇÃO ESPECIAL” E GESTORES) AMIGOS, FAMILIA, PARCEIROS E COLABORADORES DA FAMILIA AZUL DE ITAITUBA.
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